domingo, 7 de outubro de 2012

Tudo depende só de mim

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
 
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
 
 Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
 
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
 
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
 
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
 
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.
 
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
 
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
 
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
 
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.

Charles Chaplin

sábado, 6 de outubro de 2012

De onde vem o café?


Segundo a lenda, há muito tempo atrás, um jovem pastor chamado Kaldi, tomando conta do seu rebanho de cabras em uma montanha árida e ressecada na Absínia, hoje Etiópia - onde somente algumas pobres moitas esqueléticas conseguiam incrustar suas raízes nas rochas -, observou que, durante a noite, alguns de seus animais desapareciam atrás da montanha durante algumas horas, e voltavam saltitantes. Kaldi ficou irrequieto, pois estava convencido que suas cabras estavam possuídas pelo diabo. Uma noite ele seguiu os seus animais e os viu pastarem com um notável prazer pelos pequenos grãos vermelhos que se encontravam sob o arbusto que nunca tinha visto. No final de alguns minutos desta refeição imprevista, as cabras e o "velho bode" começaram a dançar à luz da lua.

Kaldi recolheu alguns grãos e os comeu com tanto prazer que ficou na sua boca uma agradável sensação de frescor. O resultado foi inesperado: assim como os carneiros, Kaldi começou a dançar. Nunca houve na Terra um pastor Tão alegre. Kaldi comentou sobre os frutos com um monge da região, que decidiu os experimentar. O monge apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Ele começou a utilizar os frutos na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. Esta descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida. As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yêmen.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

As cidades brasileiras podem (e devem) ser bem administradas

Uma pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que 28% dos atuais prefeitos brasileiros – 1.556 (em números absolutos) – não cursaram sequer o segundo grau, isto é, mais de um quarto deles não chegou ao nível médio. Para o pleito de 2012, cerca de 465.550 candidatos foram considerados aptos para a disputa pela Justiça Eleitoral nos 5.568 municípios – 15.550 para prefeito e 460.000 para vereadores. Apenas 20% deles declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter o nível de instrução superior completo. Outros tantos afirmaram somente saber ler e escrever ou não completaram o ensino fundamental.

Este quadro remete a algumas indagações: Um gestor público, com baixo nível de instrução, tem condições de entender os intricados termos jurídicos que permeiam a legislação brasileira? Conhecer os assuntos pertinentes à administração, economia, contabilidade? Compreender as complexas questões relacionadas à saúde, educação, transporte, segurança? Decodificar as mensagens de um mundo globalizado, onde se misturam elementos distintos e culturas diversas?

O nível de instrução dos candidatos a cargos públicos talvez não tenha uma relação direta com a qualidade de sua gestão, mas não é difícil imaginar o grau de dificuldade que esses políticos terão para promover o desenvolvimento das cidades que irão comandar. O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF-2010) – elaborado para medir a qualidade da administração financeira das cidades brasileiras – dá uma pista de que o nível de escolaridade pode, sim, influenciar a gestão municipal. O Índice identificou que, em quase 65% dos municípios brasileiros, a situação fiscal era "difícil" ou "crítica".
Das 5.266 prefeituras avaliadas, a excelência da gestão fiscal ficou restrita a 95 delas (em números absolutos), cerca de 1,8%; enquanto 1.824 prefeituras (33%) apresentaram gestão fiscal "boa". Isso demonstra que as cidades estão longe de ter boa administração de suas finanças e padecem de problemas crônicos como baixo nível de investimentos, pequena arrecadação própria, dívidas roladas de um ano para o outro e elevados gastos com funcionários. Um dado que chama a atenção é o aumento do inchaço da máquina pública.
 
Foto: Thinkstock

É muito complicado um gestor municipal assumir o cargo em municípios com baixo orçamento, com problemas de toda a ordem, principalmente os relacionados à educação, saúde, segurança e transporte público, além dos compromissos assumidos nos palanques. Superar tudo isso e ainda ter que estimular o desenvolvimento do município, para muitos, parece uma missão impossível. Mas, se o prefeito estiver devidamente capacitado é possível que encontre caminhos para desenvolver o município e oferecer serviços de primeira qualidade à população. Exemplos de prefeituras que promoveram o desenvolvimento sustentável, baseado na competência de seus gestores, é Uberlândia (MG), que visitei recentemente, por ocasião do XIX Congresso de Administração do Mercosul (Conamerco). A cidade é um exemplo de boa gestão, por oferecer à população serviços públicos de qualidade. principalmente, nas áreas de saúde, educação e transporte público

Mas, cidades de pequeno porte também podem estar entre os exemplos de boa gestão fiscal. Santa Isabel (Goiás), que lidera a lista como a cidade com melhor eficiência na gestão fiscal, tem pouco mais de 3,6 mil habitantes. Segundo a Firjan, o município conseguiu aumentar a arrecadação, diminuir os gastos com a folha de pagamento e com a dívida pública, além reduzir a dependência do repasse dos impostos.

Para alguns cientistas políticos o baixo nível de instrução não afeta particularmente o desempenho do político eleito e acreditam que é mais eficaz falarmos em nível cultural dos candidatos, entendendo aí a capacidade de indivíduos de realizar julgamento, de avaliação de questões complexas envolvendo a sociedade e de expressão, em termos da competência em comunicar-se com seus pares. Outros especialistas em políticas públicas afirmam que o baixo preparo intelectual dos candidatos afeta, em geral, o seu desempenho. O fato é que, se o nível de instrução não serve de base para se julgar a competência ou a conduta de um determinado prefeito, serve ao menos para garantir ao cidadão eleitor comum pré-avaliar que aquele mandatário possui apenas as condições mínimas de análise e crítica para tomar uma decisão firme, com conhecimento de causa, sobre determinado assunto.

No pleito deste ano, a Justiça Eleitoral contabilizou mais de 130 milhões de eleitores que irão às urnas para eleger 5.564 prefeitos e 60 mil vereadores das câmaras municipais. Esta é uma oportunidade única para o cidadão brasileiro escolher os gestores públicos, que deverão propor medidas concretas para solucionar os grandes e desafiadores problemas das cidades que irão administrar, principalmente agora que a Lei da Ficha Limpa está em vigor.

A campanha para prefeitos, vice-prefeitos e vereadores já ganhou as ruas e, infelizmente, alguns candidatos são oportunistas e pretendem utilizar os recursos do município para atender a seus interesses; muitos são bem intencionados, mas não têm preparo adequado para administrar um município; e poucos, além de boas intenções, estão devidamente capacitados para realizar uma boa gestão. O certo é que para gerir uma cidade, não importa seu porte ou valor do orçamento, um prefeito deve administrá-la com responsabilidade, ética e lisura.

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Novo Fusca também terá versão conversível

A Volkswagen anunciou nesta quinta-feira que o Beetle, previsto para chegar ao Brasil no mês que vem com o nome de Fusca, terá um versão convesível, o Cabrio. Cotado como uma das principais atrações da VW no Salão de Los Angeles (EUA), no fim de novembro, o Fusca Cabrio vem com uma capota de lona que leva 10 segundos para abrir ou fechar por completo, por acionamento elétrico, que pode ser feito com o carro em movimento a velocidades de até 48 km/h.

Novo Fusca conversívelO interior tem quatro lugares e porta-malas de 225 litros, que pode ser ampliado com o rebatimento dos bancos traseiros. Na Europa, será vendido a partir de abril com quatro opções de motores a gasolina - 1.2, de 105 cv; um 1.4, de 160 cv; e dois 2.0 turbo, de 140 cv e 200 cv - e dois a diesel - 1.6, de 105 cv, e um 2.0, de 140 cv, ambos com turbo. Nos Estados Unidos, apenas motores 2.0, a gasolina, serão oferecidos, incluindo o mesmo 2.5, de cinco cilindros e 170 cv, que equipa a perua Jetta. A transmissão pode ser manual ou automática, ambas com seis marchas.

Além de airbags frontais e para cabeça e tórax, o conversível vem com um dispositivo de segurança especial para casos de capotamento. Quando há risco iminente de acidente, duas estruturas rígidas instaladas atrás dos apoios de cabeça traseiros erguem-se imediatamente para proteger os ocupantes, ativados pelo módulo que dispara os airbags. O Cabrio poderá ser encomendado a partir do mês que vem apenas na Alemanha pelo preço inicial de 21.350 euros (aproximadamente 56.000 reais).

Golf - A montadora anunciou também outra novidade, o Golf - na sua sétima geração - duas portas. A gama de motores é formada por um 1.4 turbo, de 140 cv e um 2.0 turbodiesel, de 150 cv. Na lista de equipamentos, controle de velocidade adaptativo ACC, assistente de estacionamento Park Assist, que manobra o veículo sem a intervenção do motorista, e o sistema de detecção de fadiga do condutor.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Medo do desemprego aumenta entre brasileiros

O brasileiro está com mais medo de perder o emprego, segundo aponta o Índice de Medo do Desemprego calculado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e divulgado nesta terça-feira (2).

Entre junho e setembro, o indicador do medo do desemprego registrou crescimento de 0,8%. Já frente a setembro do ano passado, a alta foi de 2%. No nono mês do ano, o indicador chegou a 75,3 pontos.

Apesar da alta, o gerente executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato Fonseca, afirmou que “o índice ainda está baixo”. Segundo ele, o aumento registrado no terceiro trimestre pode ser resultado da retração da atividade industrial e das notícias sobre a redução do ritmo de expansão do emprego.

Região

Por região, os brasileiros do Norte e Centro-Oeste são os que apresentam mais medo, com indicador chegando a 86,2 pontos. Em seguida aparecem o Sul, com 77 pontos e Nordeste, com 74,5 pontos. Já o Sudeste tem o menor indicador, de 71,1 pontos.
Em todo o Brasil, o temor é maior entre as pessoas que têm entre 40 e 49 anos. Por escolaridade, entre os que têm curso superior e, por renda, entre quem ganha até um salário mínimo.

Sobre a pesquisa

O levantamento da CNI é feito trimestralmente a partir de pesquisa de opinião pública de abrangência nacional. O atual estudo foi realizado entre 17 e 21 de setembro de 2011.

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

O poder das palavras

Muitas vezes não damos o real valor nas palavras e o seu poder.
É como dizem, devemos saber ouvir mais e falar menos, pois temos dois ouvidos e uma boca, para ouvir mais e falar menos.
Em suas forças, as palavras podem ser transmitidas de forma positiva ou negativa.
Através das palavras é possível alegrar ou entristecer uma pessoa, amenizar uma situação ou piorar.
Também dizem que um sorriso vale por mil palavras ou mesmo que podemos entender as pessoas através do olhar, pois os olhos também falam.
Algumas palavras magoam e muitas vezes deixam marcas que são difíceis de se apagar.
Outras alegram e aquecem o coração.
Temos que saber usá-las de forma correta, para não nos arrependermos de algo que poderá ter uma interpretação equivocada e que dificilmente poderá ser corrigida posteriormente.
Aprender a falar é um dom.
Ter a humildade em ouvir para depois falar, reduzirá muitos deslizes de falar o que não devemos, ou mesmo falar de uma forma amena, tornando as palavras positivas para quem estiver ouvindo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

5 mitos sobre networking (que muita gente acredita)


NetworkingVocê já reparou como o networking soa como algo estranho no Brasil? A cultura daqui faz com que esse tipo de relacionamento não seja natural, o que, muitas vezes, pode atrapalhar as parcerias profissionais que você poderia estabelecer.“Isso acontece porque não somos treinados em nenhum momento sobre a arte do networking", avalia Othamar Gama Filho, sócio-diretor da Recruiters do Brasil. Segundo ele, muita gente faz networking seguindo estilos comportamentais e sem muitos critérios. "E, muitas vezes, de uma forma não lapidada, que termina não gerando um bom resultado”, afirma.
Mas este tipo de iniciativa é, realmente, importante? Ela surte efeitos positivos? “Quando bem feito, é positivo. Principalmente no mundo corporativo, onde a maioria dos executivos de uma empresa não recebe novos fornecedores ou candidatos que não sejam do seu conhecimento, ou que não foram recomendados por alguém do networking”, afirma o especialista.
Entretanto, é preciso tomar certos cuidados na hora de criar estes relacionamentos profissionais. Principalmente, porque muitas das ações tidas como corretas, são, na verdade, um grande equívoco. Pensando nisso, EXAME.com pediu para que especialistas listassem os principais mitos quando o assunto é networking:
1 Não é preciso cuidar dos relacionamentos
Isso pode até parecer banal, mas muitas pessoas acabam cometendo esse erro - pensando acertar em cheio. “Você não deve procurar uma pessoa de seu meio profissional apenas quando está precisando de um favor. O importante, na realidade, é que você estabeleça uma relação mútua com ela, uma troca. Não adianta você não cuidar dos seus contatos quando estiver tudo bem, pois assim você cairá no esquecimento”, lembra Adriana Gomes, consultora de carreiras.
2 Você vai parecer interesseiro
Esse é um pensamento de pessoas que são muito tímidas. “Como elas não fazem networking instintivamente, acabam lembrando sempre das experiências negativas que tiveram com pessoas inconvenientes, o que as afasta um pouco desse tipo de contato”, ressalta Filho. Mas se você estabelecer uma boa relação com os seus parceiros, mesmo quando não precisa deles para algo específico, essa sensação de ambição já cai por terra. “Você precisa ir além das questões do trabalho, porque o outro irá perceber se você já chegar com um interesse na manga”, observa Adriana.
3 Networking é somente troca de cartões
Você pode até pensar que este é o resumo de tudo. Mas está enganado. “De nada adianta ter uma coleção de cartões. O que você precisa, de fato, é interagir com as pessoas para ser lembrado nas futuras oportunidades”, aconselha Adriana. Aqui entra, também, a questão do LinkedIn. Não saia adicionando todo mundo que aparecer pela frente. “Isso não é um álbum de figurinhas. Se você escolher se relacionar com uma pessoa, converse, contribua e troque experiências com ela”, diz.
4 Abordagem em eventos é inconveniente
Isso depende de onde você estiver. “Para que a conversa tenha sucesso, primeiro analise o local e o tipo de evento em que você está, pois existem alguns que são focados exclusivamente no desenvolvimento do networking, e as pessoas esperam ser abordadas e abordam os outros presentes”, avalia Filho.
Nestes casos, se aproxime de forma não agressiva, evite falar sobre você no primeiro momento e procure saber sobre a outra pessoa, descobrindo o que ela faz. “Outra sugestão é procurar o organizador do evento, ou alguém que você conheça, para pedir que ele o apresente para outros convidados. Você pode, também, usar os assuntos discutidos no evento como forma de quebrar o gelo”, recomenda.
5 Qualquer networking é bom
Isso não chega a ser uma mentira, mas faz com que você desperdice tempo e energia com conversas e pessoas que talvez não agreguem tanto para a sua rede de contatos. “As pessoas mais comunicativas têm desvantagens neste ponto, pois o networking para elas é algo mais instintivo e, muitas vezes, sem foco”, revela Filho.
Isso não significa, no entanto, que você deva focar apenas na sua área. “É muito proveitoso expandir o seu relacionamento para áreas que não sejam da sua atuação, principalmente porque ter contatos com outras formações vai ajudá-lo com a premissa básica do networking, que diz que você não precisa saber fazer tudo, mas deve conhecer pessoas que saibam realizar diferentes tarefas”, finaliza Adriana.

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