domingo, 12 de fevereiro de 2012

12 companhias recrutam estagiários e trainees

Interessado em ingressar em um programa de trainee ou estágio? Confira quais são as empresas que estão com as inscrições abertas em ordem crescente de término do prazo:

PM Braxis Capgemini – estágio
São 260 oportunidades para estudantes de nível superior e 40 para nível técnico. As vagas são para os seguintes cursos: TI, administração, economia, engenharia de produção, pedagogia, psicologia, recursos humanos, publicidade e propaganda, comunicação e marketing. É preciso estar cursando entre o segundo e o terceiro ano.
As vagas estão distribuídas em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina; o programa começa no dia 2 de abril.

Inscrições: até dia 22 de fevereiro no site da CPM Braxis
Salário: não divulgado
 
Grupo Petrópolis – estágio
Um dos maiores fabricantes de bebidas do Brasil tem 32 oportunidades para estudantes. Podem se inscrever alunos dos cursos de engenharia civil, ciências contábeis, administração, entre outros. É preciso ter previsão de formatura para o segundo semestre de 2013 ou o primeiro de 2014.
Os aprovados trabalharão em Boituva (SP), Petrópolis (RJ), Teresópolis (RJ) ou Rondonópolis (MT).
Inscrições: até 23 de fevereiro o site do Vagas
Salário: não divulgado
 
Noble Group – trainee
Há oportunidades para formados entre 2010 e julho de 2012 nos cursos de administração, agronomia, economia e engenharias. Entre os requisitos está inglês fluente e disponibilidade para mudar de cidade.
O processo de seleção conta com entrevista, dinâmica de grupo e painel de negócios. O programa começa em abril e terá duração de 1 ano.
Inscrições: até 27 de fevereiro pelo site da Vereda RH
Salários: a empresa não divulga

Schneider Eletric – estágio
O programa Go Green in the City é uma oportunidade para estudantes que estejam cursando do segundo ao último ano da faculdade. Estudantes de vários países, China, França, Alemanha, Polônia são alguns exemplos.
Os aprovados na terceira fase do processo serão premiados com uma viagem para Paris. Para isso os candidatos terão que para apresentar na segunda etapa da seleção uma sinopse de um case para um projeto auxiliado por um mentor da Schneider.
Inscrições: 1º de março pelo site Go Green in the City

Porto Seguro – estágio
Para participar é preciso ter previsão de conclusão de graduação entre julho de 2013 a dezembro de 2013. Há oportunidades para estudantes do curso de administração de empresas, ciências contábeis, direito, engenharia de produção, comunicação social, entre outros.
O programa tem duração de 12 a 18 meses em São Paulo.
Inscrições: até 2 de março no site da Porto Seguro
Salário: não divulgado

Grupo Ultra – trainee
São 25 oportunidades para formados entre 2010 e 2011 nos cursos de administração de empresas, ciências contábeis, ciências da computação, engenharia da computação, engenharia de produção, engenharia elétrica, engenharia mecatrônica e sistemas da informação. Entre os requisitos está inglês avançado e espanhol.
O programa tem duração de dois anos. Após esse período, os profissionais serão alocados na área de sistemas ou desenvolvimento.
Inscrições: até 4 de março pelo site do Grupo DMRH
Salário: não divulgado

GVT – trainee
São 20 oportunidades para recém-formados, entre dezembro de 2008 a dezembro de 2011. As vagas são para os seguintes cursos: Administração de Empresas, Administração de Empresas com ênfase em Finanças/Marketing/Recursos Humanos), Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciências Contábeis, Ciências da Computação, Ciências Econômicas, Comércio Exterior, Comunicação e Marketing, Comunicação Social (Publicidade e Propaganda e Relações Públicas), Direito, Engenharias (Computação, Elétrica, Eletrônica e Telecomunicações), Estatística, Informática, Marketing, Matemática, Propaganda e Marketing; Psicologia; Redes de Computadores; Sistemas de Informação.
O programa tem duração de dois anos e os aprovados trabalharão em Curitiba.
Inscrições: até 4 de março no site da GVT
Salário: não divulgado

Esporte Interativo – trainee
São cinco oportunidades para recém-formados há no máximo dois anos ou com previsão de formatura até dezembro de 2012. As vagas são os cursos de comunicação social, economia, administração e engenharias.
Os aprovados trabalharão no Rio de Janeiro ou São Paulo.
Inscrições: até 18 de março no site do Vagas
Salário: não divulgado
 
Michael Page – estágio
Para participar é preciso concluir a graduação entre dezembro de 2012 e dezembro de 2014. Além de conhecimentos em inglês e informática. O programa tem duração de dois anos.
Inscrições: até 31 de março pelo site da Page Talent
Salário: não divulgado

BG Brasil - trainee
O programa tem duração de dois anos. Por pelo menos seis meses, os trainees devem trabalhar em uma unidade da BG no exterior. São 24 opções de países.

Ao todo, são 13 oportunidades para as áreas de engenharia de petróleo e reservatório, engenharia de poços, geologia, operações, comercial e geofísica. Os candidatos devem se formar até julho de 2012 e ter inglês fluente.
Inscrições: até 31 de maio pelo site da BG
Salário: a empresa não divulga
 
P&G – estágio
Há oportunidades para estudantes de nível superior dos cursos de administração, engenharia, economia e psicologia. São Paulo, Louveira (SP), Rio de Janeiro e Manaus são as cidades com vagas disponíveis.
Inscrições: prazo indeterminado pelo site da P&G
Salário: não divulgado
 
Deloitte
São 700 oportunidades (sendo que 450 para São Paulo) para estudantes ou recém-formados nos cursos de Ciências Contábeis, Economia, Administração, Engenharia, Direito, Ciências Atuariais, Ciências da Computação ou Sistemas de Informação. Os selecionados já são contratados como funcionários da consultoria.
Inscrições: ao longo do ano pelo site da Deloitte
Salário: não divulgado



exame.abril.com.br

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Meu colega é gay. E daí?

Ex-vice-presidente corporativo da Compaq, ele ocupou cargos de diretoria na IBM e na Worldwide, e hoje tem a nada fácil missão de suceder um dos homens mais admirados do mundo, comandando a empresa que se tornou o principal ícone de uma era. Esse é Tim Cook, novo CEO da Apple, substituto de Steve Jobs e apontado pela imprensa norte-americana como o gay mais poderoso do mundo.

Executivo no Vale do Silício, um dos maiores centros científico-tecnológicos do planeta, Cook nunca falou abertamente sobre sua sexualidade. Até porque nem para Jobs isso parecia fazer alguma diferença: "Pedi a Tim Cook para ser responsável pelo dia a dia das operações da Apple. Tenho grande confiança de que ele vai fazer um ótimo trabalho de execução dos planos que temos para 2011", disse o fundador da Apple sobre o colega com quem trabalhou durante anos, ao anunciar seu afastamento temporário da empresa, em janeiro do ano passado.
E você: sinceramente, teria algum problema em trabalhar com um colega homossexual?

Eu não sou preconceituoso
Bem como os anos 60 e 70, que ficaram marcados – entre outras coisas – pela liberação das mulheres – este início de milênio, muito provavelmente, será lembrado pela afirmação do homossexual na sociedade. Isso não significa dizer, entretanto, que do dia para a noite ninguém mais achará abominável a ideia de uma mulher beijar outra na rua ou um homem andar de mãos dadas com o seu namorado, significados incômodos culturalmente, construídos ao longo de séculos e que podem levar outros séculos até se desfazerem totalmente.
Imagem: Thinkstock/com arte de João Faissal

Como explica a pesquisadora Denise Jodelet, em Das representações coletivas às representações sociais: elementos para uma história, "as representações sociais são uma forma de conhecimento socialmente elaborado e compartilhado, que contribui para a construção de uma realidade comum a um conjunto social".

No ambiente de trabalho, como em poucos outros espaços, tais representações se materializam de forma mais clara, estabelecendo limites, basicamente, entre três níveis: a aceitação, o respeito distanciado e a intolerância. Na maioria das situações dos dois últimos casos, entretanto, é muito comum o preconceito velado, mais subjetivo, muitas vezes não percebido até mesmo por quem o põe em prática.

Quando estávamos redigindo esta matéria, perguntamos no Twitter e no Facebook se alguém teria problema em trabalhar com um homossexual. Até o fechamento da pauta, foram mais de 200 respostas e em nenhuma alguém manifestou oposição à ideia de ter um colega gay.

Já em uma matéria que publicamos aqui no portal, em julho de 2010, sobre a aprovação da união civil entre indivíduos do mesmo sexo, na qual foi possível comentar anonimamente, pôde-se ler opiniões como estas: "Já trabalhei com algumas(...) e as experiências foram as piores possíveis"; "eu não sou obrigado a aceitar que na minha equipe haja comportamentos homossexuais"; "isso é uma anormalidade, e com certeza eu teria muita dificuldade em contratar um homossexual".

Na opinião do consultor de carreiras Julio Sergio Cardozo, o mercado ainda enxerga o homossexual "com certa desconfiança, como algo estranho, e prefere contratar héteros", mas preserva "o discurso do
politicamente correto, de que não faz distinção em razão da opção sexual".

O pernambucano Damião Nascimento, homossexual assumido, sabe bem o que é isso. Ele, que dá aulas de matemática, explica que assumir a homossexualidade em sala é sempre um desafio. "Posso ser gay, não há problema algum. Mas não posso me assumir em sala de aula, pois posso influenciar meus alunos", conta.

Formado em Ciências da Computação, Nascimento não exerce a profissão, e elege o preconceito no mercado da área como um dos empecilhos. "Uma área dominada por homens. Lá, muitos se vestem de uma falsa imagem. É um meio que possui muitos homossexuais, mas muitos fingem ser héteros para não se prejudicarem profissionalmente", afirma.

Segundo ele, as experiências em mercados mais conservadores e masculinos sempre foram problemáticas. "Certa vez, houve uma alegação de que a minha falta de peso – na época eu pesava quase 100kg e passei a 90kg em três meses, através de tratamento – era resultado de minha 'vida mundana'", conta Nascimento.

Diversidade: que mal tem?
Como você pode ler nas declarações anônimas que citamos acima, há muita gente que ainda tem resistências sérias à ideia de dividir o espaço profissional com um homossexual. Já para outros, isso não faz a menor diferença. A assistente comercial Amanda Mello, por exemplo, conta que já atuou em uma equipe com uma colega homossexual e que, no grupo, ninguém nunca a tratou de forma diferenciada, se opôs a desenvolver atividades em conjunto ou questionou sua competência por causa da sua sexualidade. "Todos se sentiam à vontade e também nunca notei que ela se sentisse inferiorizada por ser homossexual", conta Amanda.

O consultor de carreiras Julio Sergio Cardozo acredita que, sendo aceito na empresa, o profissional homossexual "passa a concorrer com os demais em iguais condições. O homossexual não é uma pessoa deficiente, problemática ou outros estereótipos inventados no passado. Se a empresa está em busca de gente competente, que faz a diferença, deve buscar o pessoal que precisa, independentemente da opção sexual, cor da pele, religião, preferência política ou qualquer outra coisa", destaca.

Cardozo ressalta ainda que, inclusive para cargos de chefia, "ser ou estar capacitado não depende do gênero nem tampouco da orientação sexual. O chefe não é 'um homossexual'. Ele (ou ela) é o chefe e como tal será respeitado e admirado, se for um chefe justo", afirma.

O consultor explica que o grande problema, muitas vezes, é na hora da seleção. Depois disso, acredita, as dificuldades não são grandes. "A barreira é de entrada, de ser aceito. Sendo aceito, o profissional será valorizado pelo seu talento", afirma.

Uma questão de direito
A legislação brasileira, hoje, não versa de modo específico sobre a discriminação contra o homossexual. Mesmo assim, existem alguns instrumentos legais através dos quais a questão pode ser tratada. "A Constituição Federal regula a forma como se deve tratar um cidadão, proibindo a discriminação por motivo de sexo, idade, raça, cor, religião ou de qualquer outra natureza. Por conseguinte, o princípio da não-discriminação também está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho", explica o advogado Eduardo Carvalho.

No Congresso Nacional, a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT tem colocado em discussão o Projeto de Lei 122, que, como ressalta o deputado Jean Wyllys – principal nome da causa hoje em Brasília, tem como objetivo, entre outros, "garantir direitos aos homossexuais em vários espaços, inclusive no mercado de trabalho".

Segundo o parlamentar, o projeto – que equipara a homofobia ao antissemitismo e ao racismo – vai garantir isonomia nas seleções e evitar demissões motivadas pela sexualidade. "Muitos profissionais são demitidos e não admitidos pelo fato de a sexualidade ser considerada critério de seleção", afirma.

O caminho para a aprovação do projeto, porém, não será nada fácil. Fortemente condenado pela bancada religiosa em ambas as casas (Senado e Câmara), o PL tem gerado discussões acaloradas. "Nós, parlamentares progressistas, temos consciência da resistência da bancada evangélica. Mas o nosso papel é, pelo debate político, mostrar a eles que essa não é uma questão moral, mas de direito", afirma Jean Wyllys. 


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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

As posturas que podem limitar a ascensão de sua carreira

Algumas atitudes comportamentais podem fazer você perder seu emprego, outras podem determinar que você fique no mesmo cargo durante anos. Para que sua carreira não permaneça no mesmo patamar, especialistas afirmam que às vezes é até mesmo necessário dar um passo para trás.

Para João Baptista Brandão, professor da FGV-EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo) e especialista em coaching, não ter histórias, projetos para contar ao longo de dez anos não é um bom sinal.

Confira abaixo seis atitudes que limitam a carreira de um profissional.

Ficar acomodado
“É aquela questão do está ruim, mas está bom. Nesse caso o profissional tem medo do novo e de arriscar”, diz a coordenadora do Ibmec Carreira de Minas Gerais, Jaqueline Silveira Mascarenhas.
Para ela, quando se diz que o mercado está aquecido, não se pode esquecer que a empresa pode também reformular cargos e salários e o profissional acomodado pode acabar se dando mal.

Jogar a responsabilidade na empresa ou chefia
Para Jaqueline é muito fácil falar que a empresa não investe no profissional, que não oferece cursos e que o chefe não o ajuda. “São caminhos que as pessoas têm de buscar, mesmo que esta venha fora da empresa”, afirma.

Ser inflexível
Quando todas as mudanças, desde a necessidade do uso de uma senha para imprimir a uma troca de chefia, viram motivos de rejeição por parte do profissional, é hora de repensar na postura.

Permanecer em uma empresa ruim
A empresa não pode ser um obstáculo para que você busque novas oportunidades. “Se fazem seis anos que você está na mesma posição e não muda de ciclo, não está em novos projetos, você pode ficar rotulado como alguém que deixou passar o timing”, afirma Brandão. Por isso, se a sua empresa está “empacada” não permita que sua carreira fique também.

Achar que está sendo menosprezado
Para Brandão, o pensamento de “se ele não me promover, ele vai ver o profissional que está perdendo” é uma frase que resume uma atitude imatura vinda de um profissional. A ambição tem que ser demonstrada e o autoconhecimento é imprescindível para saber se você merece mesmo ser reconhecido.

exame.abril.com.br