sábado, 31 de março de 2012

Facebook ativa linha do tempo para todos os usuários

Não adianta mais resistir. Quer o usuário queira, quer não, o modo timeline no Facebook será ativado para todas as páginas e perfis a partir desta sexta-feira (30), conforme a empresa vinha lembrando.
O recurso foi lançado em dezembro de 2011 e foi sendo implementado aos poucos, inicialmente através de convites. O objetivo é reorganizar os conteúdos publicados pelo usuário no feed de notícias, além de facilitar a integração com aplicativos parceiros, como Spotify e Netflix.

Apesar da relutância de muitos usuários, o formato está sendo progressivamente aceito. Por outro lado, que opção os internautas têm? A taxa de rejeição, de acordo com pesquisas de mercado, chegava a 70%. QUem mais gostou da novidade foram os proprietários de fan pages, a maioria empresas.

Timeline
(imagem: reprodução)


A timeline consiste em fazer com que todos os serviços tenham como finalidade o seu compartilhamento no Facebook. Outra funcionalidade é o usuário (ou a marca) contar a sua história de vida através de fotos, vídeos ou publicações.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Beleza, para que te quero?

Você pode até não conhecer o poema "Receita de Mulher", de Vinícius de Moraes. Mas, provavelmente, já ouviu alguém citando seus dois primeiros versos: "as muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental". Talvez, se tivesse dito isso hoje – era do politicamente correto – o célebre poeta fosse o Rafinha Bastos da vez. Atualmente, poucas coisas soam tão preconceituosas quanto a utilização do subjetivo atributo físico como critério de seleção em algo que não seja um concurso de miss, uma seleção de modelos ou coisa do tipo.
O problema é que – podem até não dizer nada a você na entrevista de emprego ou estabelecer um ponto no regulamento fazendo menção explícita – mas, na prática, a aparência tem um peso considerável no mercado profissional. E, segundo um estudo norte-americano, ser bonito ou bonita faz diferença.

Em uma pesquisa conduzida pelo economista norte-americano Daniel Hamermesh, autor do livro "Beauty pays" ("A beleza paga", em português), um grupo de avaliadores classificou a beleza do rosto de 2.774 profissionais e concluiu que os trabalhadores americanos colocados entre os 7% mais "feios" ganham até 17% menos do que os 33% considerados mais "bonitos". Considerando apenas a amostragem do público feminino, os números mostram que nos Estados Unidos as "belas" ganham 6,5% mais, enquanto as "feias" perdem 4,3%.
Imagem: Thinkstock

Feio para você, bonito para mim
Definir quem é "bonito" ou "feio" não é uma tarefa difícil para você, nem para o recrutador que prefere os de "melhor aparência". Mas nada garante que sua percepção de beleza será a mesma dele, muito menos a do candidato na hora da seleção. Afinal, o que é belo?

Na concepção platônica, a beleza nada mais é do que pura ideia, a compreensão particular que cada indivíduo é capaz de formular sobre o conceito. Mas na própria Grécia de Platão, onde a noção de belo foi exaustivamente estudada, conceituada e venerada, chegou-se a formular matematicamente uma definição que, através de escalas e algoritmos, determinaria o que é feio e o que é bonito.

Hoje ninguém vai medir o rosto de uma pessoa para ver se suas proporções se encaixam nos modelos determinados pelos números gregos. No entanto, a beleza ganhou padrões, que podem mudar um pouco de região a região e de época em época, mas sempre tendem a reproduzir as características de grupos dominantes: os deuses gregos no mundo antigo, as moças brancas da Europa feudal, os ídolos teen norte-americanos hoje em dia.

Mas, pense bem: será que – independente de ser apenas uma noção individual ou um padrão pré-determinado – a beleza faz mesmo diferença na vida profissional?

Atitudes que valem mais
Para a gerente da Cia. de Talentos e Carreira, Bruna Dias, é importante se vestir e se comportar de acordo com o perfil da empresa onde se trabalha ou pretende trabalhar. E antes dos atributos físicos vem a capacidade de desempenhar seu papel. "O que tem que estar em evidência na hora da entrevista não é a beleza. É a sua competência", destaca Bruna.

Entretanto, Bruna acredita que – embora a aparência não seja um elemento que se sobrepõe às exigências mais importantes do mercado – ela pode ter relevância no primeiro contato com um recrutador, um novo chefe ou uma nova equipe.

Para Rudney Pereira Junior – gerente de projetos do Grupo Foco, empresa especializada em gestão de pessoas – a forma como o profissional se apresenta em um primeiro contato também é importante. "Através do currículo puro, o recrutador não conhece a pessoa, o contato pessoal é muito importante e é essencial que o candidato saiba se apresentar e passar confiança", afirma.

Pereira Junior explica, no entanto, que isso não quer dizer que as pessoas precisam seguir sempre um padrão de como se vestir ou se portar. É difícil, por exemplo, encontrar pessoas com tatuagens pelo corpo atuando no ramo da medicina. Mas no meio da comunicação é comum.

Bruna destaca a mesma coisa: "de maneira geral, alguns cuidados são sempre importantes. Mas o mais importante é o candidato estar de acordo com o perfil da empresa. Normalmente, não é legal ir trabalhar de mini-saia. Mas se for uma loja de surf, qual é problema?".

No caso dos profissionais mais jovens, inclusive, é sempre importante inspirar confiança nos primeiros contatos, destaca Bruna. E, nesse sentido, a aparência tem um papel importante. "Normalmente, se costuma dizer que há preconceito com os profissionais mais velhos. Mas também há com os jovens demais. Por isso, é fundamental transmitir credibilidade", destaca.

A gerente da Cia. de Talentos destaca, no entanto, que é preciso ficar à vontade. Segundo ela, é importante tomar cuidado para não acabar se sentindo "desconfortável, porque isso pode piorar qualquer situação".

Enfim, independente de serem eleitos como feios ou bonitos, bons profissionais sabem que assumir a postura certa diante de cada situação é o que faz a diferença. E, mais que tudo, estar munido de algo que não é necessário nenhum estudo para comprovar sua importância: competência.

www.administradores.com.br

quinta-feira, 29 de março de 2012

Carreiras: ter contato com o alto escalão da empresa faz realmente alguma diferença?

Muitos profissionais passam pela seguinte situação: passam anos trabalhando em uma empresa com a sensação de que os altos executivos da companhia não sabem ao menos o seu nome. Diante de tal realidade, vale a reflexão: ter contato com o alto escalão da empresa faz realmente alguma diferença?
De acordo com especialistas ouvidos pelo portal InfoMoney, ter uma certa proximidade com os principais gestores da empresa não é determinante para a evolução de um profissional, mas faz, sim, diferença.
Na opinião da diretora da Vox Solution Gestão de Relacionamento, Angela Mota Sardelli, a proximidade com o alto escalão ajuda a entender as diretrizes da empresa, o que facilita para o profissional atender ao que se espera dele.
“Desde que natural, é uma proximidade bem-vinda. Ela deixa os profissionais mais próximos da missão e dos valores da empresa”, diz.

Lembre-se da hierarquia
O professor do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Gilberto Cavicchioli, também acredita que ter algum contato com o alto escalão é positivo, “especialmente se a aproximação partiu do alto executivo”.
Por outro lado, observa, este contato não é essencial para que um profissional seja reconhecido e tenha mais espaço na empresa. Para isso, diz ele, o importante é ter o reconhecimento do gestor imediato.
“É sempre importante se informar, conhecer o perfil de quem decide dentro da companhia (…) Porém, para o profissional, primeiramente, é importante observar se o gestor imediato está satisfeito com o seu trabalho”.

Como aparecer?
Ainda que não seja essencial, saber que o alto escalão da empresa reconhece o seu trabalho faz diferença, além de ser um fato com grande potencial motivador, especialmente para aqueles profissionais que trabalham em companhias de menor porte.
Assim, para se destacar, o profissional deve fazer a lição de casa. Ou seja, ser agregador, ter bom desempenho, perfil inovador, entregar de acordo com os valores da empresa, estar comprometido com a companhia. “Tem que ter consciência de que atende também a clientes internos”, destaca Angela.
No que diz respeito aos gestores, ambos os especialistas acreditam ser importante que estes procurem se aproximar de seus funcionários, sendo que Cavicchioli acredita que este é um momento oportuno para perceber o clima organizacional.
“O executivo de alto escalão deve reservar algum momento da semana ou do mês para se aproximar dos profissionais e perceber como funcionam as relações, o clima organizacional”, finaliza.

www.administradores.com.br

quarta-feira, 28 de março de 2012

Você sabe quais os maiores erros ao elaborar um plano de carreira?

Os profissionais já entenderam que para aumentar as chances de ter uma carreira de sucesso é preciso elaborar, o quanto antes, um plano de carreira. Embora reconheçam que esse é um elemento fundamental, nem todos sabem quais os maiores erros ao desenvolver um plano de carreira.
Um erro básico, mas que usualmente acaba sendo cometido, é quando o profissional não faz um trabalho de autoconhecimento para elaborar seu plano de carreira. De acordo com o diretor-geral da Elevartis, empresa de coaching, Guilherme Rego, muitos profissionais sofrem na sua profissão por não terem escolhido a área que melhor se encaixa ao seu perfil.

Qual o seu perfil?
Se a pessoa é altamente extrovertida e acaba ocupando uma posição burocrática, que exige uma atuação mais solitária, o resultado não tende a ser positivo. Portanto, antes de sentar e definir suas metas, ou seja, aonde você quer chegar na sua carreira, saiba quem você é e qual é o seu perfil.
Para isso, o coach recomenda o teste de personalidade Mbti (Indicador de Tipo Myers Briggs - na sigla em inglês). Essa ferramenta não é usada para reconhecer as competências do profissional, mas sim para identificar as preferências de personalidade. Ou seja, se é uma pessoa mais extrovertida ou introvertida, mais sensitiva ou intuitiva, por exemplo.

O coach, inclusive, faz um paralelo com o mundo dos investimentos. Mesmo que a pessoa tenha a intenção de se tornar um investidor, ele deve conhecer que tipo de investidor ela é, ou seja, tem um perfil mais agressivo ou moderado?

Decisão de carreira
Não importa a ferramenta que utilize, o essencial é entender suas preferências comportamentais. Isso é importante, inclusive, para definir por qual carreira seguir. Para a consultora da Leme Consultoria, Márcia Pereira, esse é justamente o momento no qual os principais erros de carreira acontecem.

“Muitas pessoas escolhem uma carreira, fazem a faculdade e só vão se dar conta que não gostam da área quando já estão no mercado de trabalho, o que gera muita frustração”, diz a consultora. Para evitar essa situação, além do autoconhecimento, a pessoa deve ter o máximo de conhecimento sobre a profissão que pretende seguir.

Pensando no plano de carreira, é possível compreender que a tarefa não é tão simples quanto parece. Apenas definir objetivos, ou seja, qual posição você quer ocupar em determinado tempo, é superficial demais. A dica, portanto, é se conhecer melhor.

Objetivos viáveis
Mas os problemas não param por ai. Outro erro comum ao elaborar um plano de carreira é ser agressivo demais em relação às suas metas. Se você quer ser o presidente de uma multinacional, saiba que isso vai levar tempo, nada vai acontecer do dia para noite. Embora metas grandes sejam estimulantes, elas não devem extrapolar a realidade e devem ser muito bem sustentadas.

Isso nos leva ao próximo erro: definir metas, mas não definir como chegar lá. Qualquer posição que se deseje, o profissional precisa ter uma série de competências, conhecimentos, habilidades e experiências. Logo, se para ser o diretor de uma empresa você precisa de inglês fluente e um MBA internacional, não adianta definir como meta, se não fizer o que é preciso para chegar lá.

“As metas propostas no plano de carreira devem ser factíveis e é preciso correr atrás para chegar lá”, analisa Rego. Lembre-se que quanto mais alto o cargo, mas concorrida é a posição, ou seja, você vai disputar a mesma vaga com muitos profissionais que passaram os últimos anos se aprimorando.

A fórmula, portanto, é simples: é preciso se conhecer, entender o que você precisa para chegar aonde quer e fazer os cursos que o permitam chegar lá. Nesse percurso, ainda é preciso ir ajustando seu plano de carreira. Mais um erro comum, segundo Rego, é “não considerar as variáveis externar e não fazer os ajustes de tempos em tempos”, afirma.

Networking
Um plano de carreira deve considerar todos os elementos do mundo corporativo. Se o networking é um deles, esquecer de considerá-lo também pode ser um problema. De acordo com Márcia, mais do que realizar cursos e obter experiência na área, o profissional deve entender que os contatos podem fazer muita diferença, inclusive, acelerando a carreira.

No plano de carreira os profissionais erram ao esquecer de considerar a devida atenção que precisarão dar, em sua trajetória profissional, a esse elemento. Os contatos são importantes para entender como o mercado está se comportando e conseguir vagas que dificilmente conseguiria sem determinados conhecidos. “No mundo corporativo, todo mundo se conhece. Quando surge uma vaga é importante que alguém pense em você para assumir a posição”.

www.administradores.com.br

terça-feira, 27 de março de 2012

Em entrevista ao CQC, deputado teria admitido comprar votos

Mais uma matéria do programa CQC, que deve ir ao ar nesta segunda-feira (26), promete causar polêmica. Dessa vez, o motivo é uma declaração que teria sido dada pelo deputado estadual de Alagoas Temóteo Correia (DEM), em que ele admite comprar votos, segundo o site do Jornal do Brasil.

"Eu compro voto sim e, em São Paulo, os políticos roubam mais do que a gente em Alagoas. Onde se tem mais dinheiro, rouba-se mais, isso é até lógico. E o roubo acontece no país inteiro, não só aqui no Estado", teria dito Correia, em entrevista ao novo repórter do CQC, Ronaldo Rios.

Ainda de acordo com o JB, outro deputado, Olavo Calheiros (PMDB), teria tentado agredir o repórter após ser questionado sobre um desvio de R$ 5 milhões que iria para uma biblioteca que não existe.

Segundo o site Alagoas 24 horas, que acompanhou a reportagem do CQC, o deputado teria dito ainda: "Já comprei voto sim, mas para ajudar o povo, comprando botijão de gás(...)".
Imagem: Reprodução/Alagoas24horas

O site informa ainda que o Ministério Público Eleitoral de Alagoas abriu um procedimento administrativo para apurar o caso.

www.administradores.com.br

segunda-feira, 26 de março de 2012

Cresce a participação de mulheres nos conselhos de administração de empresas

A participação das mulheres nos conselhos de administração das companhias de todo o mundo tem crescido. Enquanto em 2010 elas ocupavam 9,8% das cadeiras dos conselhos de companhias, em 2011 as mulheres ocupavam 10,5% de tais assentos. Os dados foram divulgados recentemente pela GMI Ratings.
De acordo com o levantamento, que consultou empresas de 45 países de todo o mundo, apesar de obter baixos índices, o Brasil apresentou um resultado positivo no ranking mundial.

Em 2011, 4,5% dos assentos nos conselhos de empresas brasileiras pertenciam às mulheres. Embora seja inferior ao de outros países, o índice conseguiu ser 0,1 ponto percentual superior ao registrado em 2009, revela a pesquisa.

Outros paísesOutras nações que também tiveram uma representatividade importante nos conselhos foram Itália (4,5%), Coreia do Sul (1,9%) e Japão (1,1%) - fato que não isentou outros países, no entanto, de apresentarem uma queda substancial no cargo de executivas, por exemplo.

No estudo, o número de mulheres em cargos executivos caiu 0,2 ponto percentual na comparação com o ano passado, totalizando 39,8%, detalhou o levantamento.

Quanto à participação feminina nos cargos de diretoria, a constatação foi de que 63,3% das empresas consultadas possuíam ao menos uma mulher no cargo de liderança, enquanto outras 10,5% das empresas tinham mais de três executivas do sexo feminino.

Já nos países emergentes, os dados apontaram que 44,3% das companhias tinham mulheres nos cargos da diretoria e 6,3%, mais de três diretoras mulheres.

Mudanças e exigênciasO estudo aponta ainda que alguns países estão criando exigências legais com relação a essa questão.
"No passado ano, a França viu aumentar o número de diretores do sexo feminino, devido a uma exigência legal. A Austrália também obteve ganhos significativos em resposta a uma mudança de governança corporativa de código e um programa de tutoria. Já nos Estados Unidos, o progresso ainda é lento", disse um dos autores do relatório, Kimberly Gladman, em nota.

www.administradores.com.br

domingo, 25 de março de 2012

Veja dicas para escrever e publicar artigos científicos

Editores de revistas científicas procuram trabalhos com resultados inéditos, escritos em inglês claro e conciso e que despertem interesse em seu grupo de leitores. Artigos que abordam temas quentes do momento levam vantagem, pois têm mais chance de serem citados em futuras pesquisas e de contribuírem para aumentar o fator de impacto do periódico.
Essas foram algumas das dicas apresentadas por Daniel McGowan, diretor do Grupo Edanz, durante o workshop "How to Write for and Get Published in Scientific Journals", realizado no dia 16 de março pela Fapesp e pela editora científica Springer.

Desde 1990, o número de artigos submetidos para revisão teve um aumento 100% superior ao do número de novos periódicos, segundo dados do Grupo Edanz, empresa de consultoria na área. Com o crescimento da competição, de acordo com McGowan, "o mínimo que os editores esperam é ciência de qualidade e linguagem adequada".

"A pesquisa brasileira é boa, mas vejo dois grandes desafios a serem superados pelos pesquisadores do país: a dificuldade com a língua inglesa e a falta de entendimento de como deve se estruturado um artigo científico. Muitos parecem não saber o que colocar na introdução, na discussão e na conclusão do trabalho", disse McGowan à Agência FAPESP.

Durante sua apresentação no workshop, McGowan explorou o tema e deu exemplos de como estruturar um resumo, como inserir tabelas, gráficos e figuras no texto, como formatar referências e escolher o título e como elaborar uma carta de apresentação ao editor. Deu também dicas sobre o tempo verbal mais adequado nas diferentes situações e recomendou aos cientistas redigir frases na voz ativa e deixar sempre o sujeito da oração perto do verbo.

"Grande parte das pessoas que vão ler o artigo científico também não tem o inglês como primeira língua. O que elas desejam é ler rapidamente, apenas uma vez e conseguir entender a lógica do pesquisador", destacou.
Para McGowan, ex-editor associado da Nature Reviews Neuroscience, o primeiro passo para melhorar a qualidade da produção científica é a leitura do maior número possível de artigos publicados.

"Isso ajuda o pesquisador a saber se está fazendo as perguntas certas, usando os métodos adequados, interpretando os resultados no contexto apropriado, citando os estudos mais relevantes da área e escolhendo o periódico com o perfil indicado para sua pesquisa", disse.
Como cada publicação tem regras próprias para estruturar o texto e citar referências, a redação do artigo só deve começar após estar definida a revista para a qual ele será submetido.

"O pesquisador deve ser honesto ao avaliar o grau de relevância e novidade da pesquisa e escolher um periódico com fator de impacto compatível. Ela traz um avanço incremental ou conceitual? Afeta a vida de uma pequena população ou de milhares de pessoas? Melhora o conhecimento sobre um fenômeno ou apresenta uma nova tecnologia?", exemplificou McGowan.

O pesquisador deve ainda considerar fatores como o perfil do público a ser atingido, o prestígio da publicação e se ela trabalha como sistema de acesso aberto ou assinatura. "Acesso aberto permite alcançar um número maior de leitores e, portanto, gera mais citações. Mas também tem um custo muito maior", disse.

Segundo McGowan, um artigo nunca deve ser enviado a mais de um periódico ao mesmo tempo. "Por outro lado, se um pesquisador demora muito para publicar suas descobertas, pode ocorrer de outro grupo publicar antes. Recomendo, portanto, entrar em contato com o editor caso não receba retorno após seis semanas. Se depois de dois meses ainda não houver resposta, sugiro cancelar formalmente a submissão e só então enviar para outra revista", afirmou.

Outra dica do consultor é relatar no fim do artigo os financiamentos recebidos de agências de fomento ou de outras instituições e empresas, descrever possíveis conflitos de interesse e as limitações do trabalho, como tamanho pequeno da amostra por exemplo.

"Os editores percebem quando há falhas ou limitações na pesquisa, mas ainda assim podem publicá-la se os resultados forem interessantes. Não mencionar esses fatores, porém, pode ser um motivo para rejeição", disse.

Pesquisa brasileira
Na abertura do workshop, o vice-presidente da editora Springer, Paul Manning, contou que o motivo que levou a empresa a abrir um escritório no Brasil foi o crescimento expressivo da produção científica do país.

"A Springer surgiu na Alemanha no século 19 e foi para Nova York após a Segunda Guerra, pois era onde a ciência estava acontecendo. Nos anos 1970, fomos para o Japão pelo mesmo motivo. Agora, percebemos que havia muita coisa interessante aqui no Brasil", disse. A Springer atualmente está presente em 20 países.

Segundo dados apresentados pelo diretor da Springer Brasil, Harry Blom, a produção científica brasileira cresce a uma taxa de 17% ao ano – enquanto a média mundial é de 3% – e já corresponde a 55% da produção científica da América Latina.

Mariana Biojone, editora da Springer Brasil, apresentou as ferramentas gratuitas oferecidas no site da empresa para apoiar pesquisadores. Uma delas é o Author Mapper, que mostra os temas mais pesquisados do momento e em quais centros. "Isso pode ajudar o cientista a encontrar colaboradores para seu projeto", afirmou.

www.administradores.com.br