segunda-feira, 11 de junho de 2012

Sinceridade, até que ponto vale a pena falar o que pensa?

É um tema complicado.
Claro que deveria ser algo natural, mas nos dias atuais e nem tão atuais, muitas pessoas não gostam de ouvir a verdade, por mais que ela estava evidenciada em um olhar.
Mas por que as pessoas não aceitam a verdade, seria por não aceitar ou por querer viver na zona de conforto?
Daí surge a polêmica!
Seja na vida pessoal ou na vida profissional, a situação é sempre a mesma.

Palavras nem sempre são aceitas, o que faz da pessoa sincera ser rejeitada em muitos momentos.
A verdade doa a quem doer, será que realmente é um ditado que deve ser seguido?
Por que dizem que a justiça é cega? Será porque a verdade nem sempre está presente?

Em certos momentos, ocultar a verdade é a melhor solução.
Pois assim, deixa-se de magoar as pessoas ou evita-se situações constrangedoras no mundo empresarial, podendo inclusive perder a confiança em um cargo, uma promoção ou até ser demitido.
Mas qual o peso desta omissão?

É muito fácil reclamar dos políticos quando não falam a verdade, das pessoas que estão ao nosso redor quando não são sinceros, mas e nós, o que fazemos para que estas situações melhorem?

Eu concordo com a frase de Clarice Lispector, onde ela diz: "O que é bonito me encanta, mas o que é sincero me fascina."
A falsidade muitas vezes poderá elevar o seu ego, mas tudo que não é verdadeiro, irá durar pouco.
As verdadeiras amizades, são aquelas que firmaram uma base sólida e esta, é feita com a verdade.

O bom profissional é aquele que é sincero, pois a honestidade e a verdade será sempre identificada pelos gestores.
Para Max Gheringer, o caso de omissão só deve ocorrer dentro de uma empresa se isso não for prejudicar ninguém.
Então pense, reflita e decida se a verdade vale a pena ou não.

domingo, 10 de junho de 2012

Aprendendo com a crise

Faz exatamente quatro anos que a economia mundial se deparou com uma nova crise, deflagrada com a falência do tradicional Banco de Investimentos Lehman Brothers e com a falência técnica da maior empresa de seguros dos Estados Unidos, a AIG – American International Group, endossadas pelo uso indiscriminado e irresponsável do subprime – política de concessão de créditos sem garantia.

O fato é que uma crise dessa proporção afeta, como sempre, as camadas menos favorecidas da população: os pobres, os miseravelmente pobres, os emergentes e, em parte, a classe média. Nessa hora, há uma tendência de todos tentarem se proteger do reflexo, principalmente aqueles que têm pouco a perder. Como diria o célebre escritor La Fontaine, há mais de trezentos anos, “os pequenos sofrem com a tolice dos grandes”.

No Brasil, somos todos doutores em crises econômicas e financeiras. Sobrevivemos aos Planos Cruzado, Cruzado Novo, Bresser, Verão, Collor I, Collor II e Real, tablitas, URV, maxidesvalorização do real, apagão e, assim, nada mais nos assusta. Essa nossa capacidade de conviver com a incerteza e de prosperar diante das crises é um dos motivos pelos quais os executivos brasileiros são cada vez mais requisitados no exterior.

Isso não nos isenta da prevenção necessária para evitar problemas no futuro, portanto, falar em crise não basta; esconder-se debaixo da mesa, também não; antecipar o sofrimento para ver se passa mais rápido, menos ainda.

Os gregos, os espanhóis e os italianos têm seus próprios problemas e não querem saber dos problemas alheios. Antes que uma nova crise entre de cabeça na sua vida para subtrair o pouco que você conquistou com muito esforço, aqui vão algumas reflexões úteis para momentos de incerteza:

Não ignore a crise. Nas sábias palavras de Arkad, o homem mais rico da Babilônia, “uma pequena cautela é melhor do que um grande remorso”. Pare de sonhar e acreditar no governo que afirma ter tudo sob controle enquanto o mundo inteiro desaba. Não seja um otimista irresponsável. É óbvio que a crise vai passar; mas, a que custo e em quanto tempo nenhum espertalhão se atreve a dizer.

Não superestime a crise. O mundo não acabou na crise de 1929 nem durante a grande depressão dos anos subsequentes; também não implodiu durante a crise do petróleo, em 1973. Da mesma forma, o Brasil não acabou quando o Presidente Sarney decretou a Moratória, em 1987 nem quando um ex-metalúrgico assumiu o governo e passou a contrariar as previsões mais pessimistas dos empresários na época.

Aperte o cinto. Não é hora de fazer dívidas ou assumir compromissos a perder de vista. O momento requer sabedoria. Vivemos um período de total incerteza em relação ao futuro econômico do mundo; enquanto as coisas não se acalmam, procure conter o impulso do consumo. A velha máxima continua a mesma: poupar em tempo de vacas gordas para sobreviver em tempo de vacas magras.

Continue trabalhando. Nada de berço esplêndido, a despeito de todo o dinheiro que você possa ter no banco. Quer seja empresário, quer seja empregado, lembre-se: nada supera o trabalho. É na crise que a oportunidade aparece. São mais de 3 trilhões de dólares circulando diariamente pelo mundo à espera de novas ideias, pessoas motivadas e empresas arrojadas.

Por razões já conhecidas, o socialismo se mostrou tão ineficiente quanto o capitalismo está se mostrando agora, portanto, não existe modelo econômico e político ideal que possa garantir o futuro das nações com a tranquilidade que todos gostariam.

Existem três espécies que se destacam na crise: as que pensam que o mundo vai acabar e se deprimem; as que sentam e esperam para ver se o mundo vai acabar mesmo e sobrevivem; as que lutam para o mundo não acabar e saem fortalecidas. O sofrimento é proporcional à energia e ao posicionamento que você assume em momentos de crise.

Se a crise na Europa está tirando o seu sono, relaxe, pois é bem provável que o mundo sobreviva depois dela. Além do mais, estamos no Brasil e o que não falta nesse país é trabalho. Em períodos de crise econômica, somente os otimistas responsáveis prosperam.

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sábado, 9 de junho de 2012

Mulheres, os 30 chegaram? Veja oito dicas para evitar o esgotamento na carreira

Já diziam nossas mães: a vida é feita de fases. Se hoje estamos animadas, motivadas e com um enorme desejo interno de conquistar o mundo. Esse sentimento pode não durar a vida inteira. Aos 30 anos, por exemplo, muitas mulheres sentem um certo esgotamento no que diz respeito à carreira profissional. Mas observando algumas dicas, é possível combatê-lo.

A primeira dica é tomar cuidado com suas expectativas. Ninguém atinge uma posição de destaque do dia para noite, nem se torna a diretora de um empresa dias após o término da graduação. O importante, portanto, é ter metas e objetivos, mas que sejam tangíveis no prazo estipulado, caso contrário, você se sentirá altamente desmotivada.

Lembre-se que todo mundo tem que começar de algum lugar, que geralmente é em posições inferiores. Portanto, aos 30 anos, para lutar contra o esgotamento e a desmotivação reajuste suas expectativas.

Outra dica prática é entender as causas da desmotivação. Problemas com chefes, superiores estressados, e um ambiente de trabalho cheio de pressão eventualmente levam ao esgotamento dos profissionais. Aprender a lidar e gerir esses problemas pode ser a solução para sua desmotivação.

Aprenda a dizer não

Entender que dizer alguns ‘nãos’ é importante e também vai ajudar. Vale a pena, portanto, aprender a recusar algumas demandas dos chefes. Lembre-se que os funcionários que tentam ser tudo para todos e que trabalham no limite possuem alto risco de atingirem o esgotamento. Além disso, uma das piores atitudes dos profissionais é se comprometer e não entregar. Não adianta nada assumir uma alta carga de trabalho, se não tem condições de lidar com isso.

Outro fator de desmotivação é a constante comparação. Todos temos amigos no Facebook que aparentemente têm vidas e carreiras perfeitas, com tempo e dinheiro à vontade. Esqueça essas pessoas! Embora a comparação saudável pode lhe ajudar a definir metas e objetivos, tentar ser como os outros pode destruir sua carreira e gerar bastante desmotivação. Além de consumir bastante dinheiro. Inclusive, recursos que você não tem.

O lazer

Férias. Nunca deixe passar a época das férias. O descanso é altamente positivo para recarregar as energias e para se sentir mais motivado. Os hobbies também são importantes. Descubra o que te faz feliz fora do ambiente corporativo, e invista nisso. As atividades de lazer reflete no trabalho, pois os profissionais se sentem mais felizes e menos desgastados.

Ainda, quando estiver trabalho, não esqueça de dar um tempo de horas em horas. O estresse concentrado e constante não é positivo para ninguém, muito menos para o desempenho profissional.

Por fim, separe um tempo para fazer um balanço da sua carreira. Avalie seu trabalho, veja se está no caminho certo e se esta fazendo o que realmente te dá prazer.

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Inovação: o que você tem a aprender com as estrelas do rock?



Quando refletimos sobre o que é o sucesso no meio empresarial, a maioria das pessoas pensa em organizações como Microsoft ou Apple. No entanto, qual é o processo de inovação que está por trás dessas companhias? Como seus líderes conseguem se projetar com suas ideias nos mercados internacionais. A receita do sucesso tem uma estreita relação com as experiências das bandas de rock famosas.

Para o escritor, jornalista e psicólogo Malcom Gladwell, um grupo de rock pode fazer história não só com sua música, mas também por sua capacidade de inovação. Para ele, que tem se referido a esses temas em suas aulas de inovação ao longo de sua carreira, um dos melhores exemplos é a experiência da banda inglesa Fleetwood Mac, criada no fim dos anos 1960.

Não é a primeira vez que de um grupo ou estrela musical se extraem lições de negócios, como liderança, marketing, gestão e inovação. No livro "Come Together: The Business Wisdom of the Beatles", Richard Courtney e Cassidy George refletem sobre os ensinamentos que uma banda como essa podem dar aos homens de negócios, que não só se baseiam em seus sucessos musicais, mas também em uma gestão exitosa que lhes permitiu ir mais longe e eternizarem-se na história.
Tampouco se excluem estrelas atuais, como a cantora de pop Lady Gaga, que também é um caso de estudo em aulas de marketing.



Gladwell relaciona esses atributos com o que se tem que levar em conta no processo de inovação e que ele descreve assim: "empreendedores que querem mudar o mercado e bandas de rock têm três elementos em comum: a história, dez anos de trabalho e a inovação experimental".

Sucesso: mais que magia

A Fleetwood Mac foi uma das bandas de maior sucesso no mundo nos anos 1970. Entretanto, seus integrantes não conseguiram chegar ao topo de um dia para o outro. Por trás de tudo se esconde um trabalho árduo, como acontece com os inovadores. Isso é fundamental, pois para vários dos especialistas em temas de inovação o processo é quase tão relevante quanto a materialização de uma ideia brilhante.

"Algumas pessoas, quando refletem sobre as grandes ideias, acreditam que elas surgiram de uma hora para outra, consideram que há uma sorte mágica envolvida. Mas as coisas não são assim", destaca Gladwell, que exemplifica com um marco na carreira da Fleetwood Mac, que só depois de 16 anos de sua fundação produziu "Rumours", sua obra mais importante.

O mesmo aconteceu com Bill Gates. Embora tenha criado sua empresa aos 21 anos, começou muito antes a praticar programação no computador de um hospital de Seattle. "Gates treinava programação todos os dias, entre as duas e as seis da manhã.Junto a um amigo se deu conta de que essa era a única possibilidade que tinha de usar um computador e aproveitou as oportunidades. E precisamente nesse trabalho duro, nesse esforço que ele teve estava a chave para que mais tarde se convertesse em uma das pessoas mais inovadoras do mundo", enfatiza Gladwell.

Percorrer um extenso caminho está diretamente relacionado com a necessidade de errar, uma fórmula que contribui para as reestruturações necessárias, que Gladwell observa que também ocorrem nos grupos musicais, seja por mudanças de estilo ou inclusão de novos integrantes. Porque – assim como em uma empresa busca-se melhorar, ao longo de diferentes fases de inovação, uma série de aspectos que podem ser processos, produtos, serviços, tecnologias e modelos de negócios, entre outros – algumas bandas também precisam se modernizar e ir ao encontro de novos tempos ou necessidades de novos públicos, e isso faz mais sentido ainda quando tratamos de bandas que sobrevivem anos.
E no caso da Fleetwood Mac, antes de chegar ao estrelato, ela teve que enfrentar muitos momentos complicados. A quantidade de músicos que passaram pela banda foi impressionante. Entretanto, conseguiram converter suas fragilidades em fortalezas. "Essa banda não teria se projetado mundialmente se tivessem seguido uma rota direta para o sucesso. A gente deve entender que passa o mesmo em termos de inovação. É necessário que as pessoas conheçam suas debilidades e se sobreponham a elas", destacada Gladwell.

Um dos casos a que o escritor recorre para exemplificar como se pode tirar proveito das dificuldades é o dos "disléxicos bem sucedidos". "Os psicólogos diferenciam dois tipos de aprendizagem: o capitalizador e o de compensação. O primeiro é o que costumamos associar com o sucesso. No entanto, o segundo é mais eficaz que o outro. Esse é o utilizado, por exemplo, pelos disléxicos, que em sua maioria conseguem sucesso no meio empresarial, pois não só aprendem desde pequenos a delegar funções que eles não podem cumprir, como sabem resolver problemas, aprendem a se comunicar melhor e são bons líderes", afirma Gladwell.

Experimentalismo: o principal ingrediente da inovação

Até a Fleetwood Mac produzir "Rumours", passaram-se vários anos. Durante esse tempo eles não só melhoraram suas habilidades e se anteciparam às mudanças como também experimentaram. Um passo fundamental para sobreviverem e que é vital para empresas e executivos com a chegada de novas tecnologias, por exemplo, é aprender a usá-las e tirar algum proveito delas, sobretudo quando se dirige a um publica que as utiliza.

Segundo David Hills, existem dois tipos de pessoas criativas: os inovadores conceituais e os experimentalistas. Na primeira classificação poderíamos encontrar todos aqueles que em algum momento foram revolucionários com suas ideias. Na segunda estão os que, ao longo de suas carreiras, experimentam sem saber aonde vão, apenas sem sentindo que buscam extrair algo importante de seus trabalhos.

Em um ambiente complexo o sucesso depende de tomar ideias de campos distintos e nesse sentido é vantajoso ser um inovador experimental, capaz de evoluir e dar respostas a ambos os lados. Isso foi precisamente o que fez a Fleetwood Mac, que pode se renovar e fazer frente às mudanças do mercado.

"Definitivamente, nutrir a grandeza requer paciência. Se tivermos isso em mente, poderemos fazer algo importante", finaliza Gladwell.

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Quase metade dos brasileiros concorda com uso de tortura para obter provas na Justiça

Pesquisa do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP) mostra que quase metade dos brasileiros concorda com o uso de tortura para obtenção de provas nos tribunais. O levantamento, feito em 2010 e divulgado ontem (5), utilizou a frase "os tribunais podem aceitar provas obtidas através de tortura" e obteve discordância de 52,5% dos entrevistados, contra 71,2% em 1999.

Para a coordenadora da pesquisa, professora Nancy Cardia, o desapontamento da população com a eficiência da Justiça e das polícias em esclarecer crimes mais graves pode explicar o aumento da aceitação do uso de tortura para obtenção de provas.

"Existe uma frustração com o desempenho do nosso sistema de Justiça. Ao longo desse período, de 1999 a 2010, houve um crescimento brutal da população prisional, mas não necessariamente estão nas prisões as pessoas que cometeram os crimes que produzem mais medo na população", disse.
A pesquisa aponta que, para a maioria dos entrevistados, a polícia deve "interrogar sem violência".

No entanto, aproximadamente um terço dos pesquisados concorda que a polícia, para obter informações sobre crimes, submeta suspeitos a meios extralegais como: "ameaçar com palavras", "bater", "dar choques ou queimar com ponta de cigarro", "ameaçar membros da família" e "deixar sem água ou comida".

Para a coordenadora da pesquisa, o desapontamento da população com a eficiência da Justiça e das polícias em esclarecer crimes mais graves pode explicar o aumento da aceitação do uso de tortura para obtenção de provas (Imagem: Thinkstock)

O uso de algum tipo de violência é mais aceito para suspeitos de delitos como estupro (43,2%), tráfico de drogas (38,8%), sequestro (36,2%), uso de drogas (32,3%) e roubos (32,1%). Estes suspeitos poderiam receber um pior tratamento durante a investigação policial, na opinião dos pesquisados. O levantamento mostra que quanto mais jovem o entrevistado, maior parece ser a tendência em apoiar o uso de práticas de tortura.

De modo geral, os entrevistados continuam desaprovando o uso de força pela polícia. Porém caiu, no período de 1999 a 2010, os que "discordam totalmente" que a polícia pode: "invadir uma casa" (de 78,4% em 1999 para 63,8% em 2010), "atirar em um suspeito" (de 87,9% para 68,6%), "agredir um suspeito" (de 88,7%, para 67,9%) e "atirar em suspeito armado" (de 45,4% para 38%).

Para a maioria dos entrevistados, a prisão é percebida como pouco ou nada eficiente tanto para punir (60,7%) ou reabilitar (65,7%) os infratores, como também para dissuadir (60,9%) e controlar (63%) possíveis criminosos.

Os entrevistados também foram ouvidos sobre as penas que seriam mais adequadas para os crimes graves – identificados pelas pessoas pesquisadas como os que atentam contra vida, terrorismo, corrupção, estupro e tráfico de drogas.

O maior consenso identificado foi sobre o uso da pena de prisão perpétua para alguém condenado por terrorismo (35,9%), a pena de prisão com trabalhos forçados para políticos corruptos (28,3%) e a pena de morte aplicada a estupradores (39,5%). A opção de pena de prisão é mencionada por 32% dos entrevistados para os sequestradores, maridos que matam a mulher (30,5%), jovens que matam (37,2%) e traficantes de drogas (28,8%).

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Sobrevivendo ao furacão do alto potencial

Parabéns, você acaba de entrar no programa de desenvolvimento acelerado de sua empresa. Ótimo, não? Agora que é oficialmente um funcionário de alto potencial (AP), possivelmente um trainee, você passará por uma série de avaliações que irão prepará-lo para ocupar uma posição da alta administração.

Mas antes de começar a planejar como sua vida será nos andares de cima, cuidado: o caminho mais rápido vem com armadilhas que podem atrapalhar uma carreira promissora; e as empresas podem rapidamente abandonar esses funcionários que se complicam. Então, seguem quatro armadilhas a serem evitadas:

O rótulo AP

Não espere muito louvor quando iniciar uma nova empreitada. Enquanto o RH e a diretoria lhe atribuem papéis que oferecem oportunidades de desenvolvimento; seu novo chefe imediato não estará preocupado com seu potencial e não terá muitos motivos para investir no seu desenvolvimento.

Ele/ela apenas estará interessado (a) na sua capacidade de entregar bons resultados ou não. Isto significa que a primeira coisa que você precisa desenvolver é a habilidade de descobrir o que seu novo chefe quer e como cultivar uma relação de trabalho produtiva. Quanto mais rápido fizer isso, maior a sua chance de ser bem-sucedido. Questões para perguntar a si mesmo:
Imagem: Thinkstock

- Em qual estágio da carreira seu chefe se encontra?
- Com que ele se importa?
- Como você pode ajudá-lo?
- Quais as pressões enfrentadas por ele?
- Seu chefe tem ressalvas quanto a você? Se sim, como amenizar isso?
- Qual o modo de trabalhar de seu chefe, e como melhor se adaptar ao seu estilo?

Você também trabalhará com novos subordinados. Eles sabem que você está lá temporariamente; então muitos irão simplesmente lhe ignorar e esperar você seguir seu caminho - é comum pensarem que APs acrescentam pouco e eles podem, na verdade, atrapalhar. Você terá de trabalhar bastante para estabelecer a boa vontade antes de tentar imprimir sua marcar na área.

Síndrome de merecimento
É fácil desenvolver um sentimento de direito ou mesmo de merecimento quando está sendo treinado para ser líder - principalmente se sua organização trata os funcionários promissores como estrelas.

Aqueles que sofrem dessa síndrome tendem a se tornar tão cheios de si que não enxergam suas
próprias limitações e ficam nervosos quando não recebem a promoção ou tarefa de que se sentem merecedores.

Efetivamente, isso significa que veem a liderança como uma oportunidade de aumentar seu próprio status e não como contribuição para o negócio e desenvolvimento de outras áreas. Essa atitude não lhe deixará mais querido. Então lembre-se: ser um funcionário de alto potencial ou trainee não lhe dá direito a nada. Na verdade, significa que você deve continuar a provar-se digno de receber responsabilidades.

Os riscos das etapas breves
Em muitas empresas, os funcionários de alto potencial passam por inúmeras áreas sem nunca permanecer tempo suficiente para vivenciar um ciclo de negócios por inteiro. Dessa maneira, não chegam a compreender os pormenores ou a visão geral e, pior ainda, não assimilam as consequências das decisões do setor. Assim, a experiência de aprendizagem pode não ser tão completa quanto o AP ou a empresa imagina.

Para neutralizar essas consequências negativas, algumas empresas oferecem aos APs análises sistemáticas pós-empreitada - porém, não é uma prática muito comum. Portanto, é responsabilidade do funcionário de alto potencial tomar a iniciativa: peça ajuda ao seu chefe para analisar as escolhas feitas e o proveito tirado disso. A vantagem de se fazer isso é que demonstrará compromisso com seu desenvolvimento pessoal e, mais importante, lhe dará uma perspectiva externa crítica de suas habilidades. É muito fácil se iludir com seus pontos fortes e fracos, mas se realmente deseja fazer parte da diretoria, é preciso ter uma visão clara de tudo que precisa fazer para se aperfeiçoar.

O 'sim' a mais
Quando você é um funcionário de alto potencial, não terá como negar ou negociar tarefas. No início, é ótimo - você estará operando dentro de uma estrutura corporativa, então a sua aceitação das tarefas lhe dará crédito.

Mas, com o tempo, quando fizer parte do corpo administrativo, haverá momentos em que o próximo passo a tomar será muito menos estruturado. Você encontrará diversos desafios fora de seu escopo (seja funcional, comercial ou geográfico), afinal, é você que está no comando agora - e o primeiro da fila quando houver problemas.

Não deixe que a empolgação de enfrentar um desafio afete sua percepção: a pior coisa a fazer é assumir uma 'missão impossível'. Em especial, não aceite metas específicas em ambientes voláteis, onde você não tem controle sobre os recursos necessários. Quando surgir uma oportunidade como essa, é preciso avaliar as características da situação:

- É um desafio de uma start-up, recuperação ou fortalecimento?
- Há muita incerteza na economia/mercado externo?
- projeto está fora do core business da empresa?

Se a resposta for 'sim' a quaisquer destas perguntas, você terá de negociar com seu chefe para poder contar com as pessoas, tempo, financiamento e outros recursos necessários para realizar um trabalho bem feito. Mas atenção: esta negociação terá de ser contínua para que você possa se adaptar à medida que as condições se tornam mais claras.

Receber a devida atenção e apoio não é fácil, mas é fundamental para seu desenvolvimento. Enquanto você sobe a escada da hierarquia, aprende a lidar com pessoas de alto calibre - que são difíceis, geniosas e que sabem como conseguir o que bem desejam. Tornar-se líder não se trata simplesmente de ter know-how comercial e capacidade técnica - é também ter a fome de brigar e lidar com sua jornada até o topo.

Preston Bottger - é professor de Leadership no IMD, onde leciona nos programas Executive Developlment e Orchestrating Winning Performance.
Jean-Louis Barsoux - é pesquisador no IMD. Seus interesses incluem a administração da liderança e mudança.
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terça-feira, 5 de junho de 2012

Sete dicas para o sucesso profissional


Há uma fase na carreira em que algo parece que vai acontecer, mas ainda não aconteceu. É aquela fase em que o funcionário não é mais um iniciante, mas ainda não começou a ser de fato respeitado. E essa é uma fase vital na carreira profissional. Ela corresponde, na vida biológica, ao processo que está entre a infância e a adolescência. No trabalho, é um tempo em que o funcionário ainda é tratado como se fosse criança, mas já é cobrado como se fosse adulto. É nessa fase que a empresa começa a decidir em quais funcionários valerá à pena investir.


Veja 7 dicas sobre erros que ela não deve cometer.
Primeira dica: Não faça inimizades no trabalho. O seu inimigo de hoje pode ser o seu chefe amanhã.
Segunda: Quando você ouvir uma crítica a algum colega, nem concorde, nem discorde. Apenas aponte algo positivo que o criticado tenha. Empresas gostam de quem consegue enxergar o lado bom das situações.
Terceira: Se você apresentou um trabalho e ele foi elogiado, tire uma cópia e guarde numa pasta. Essa pasta será o seu melhor currículo e um dia você precisará dele.
Quarta: Sempre peça conselhos a seu chefe direto. O seu futuro na empresa começa pela aprovação dele.
Quinta: Concentre-se nos resultados. Mesmo que você tenha idéias brilhantes para melhorar a empresa, o seu foco deve estar 100% no objetivo que lhe foi passado.
Sexta: Preste atenção ao tipo de pessoa que é elogiada pelos superiores. Esses funcionários são os modelos internos de desempenho e de comportamento.
Sétima: Jamais questione o seu salário. Não peça mais dinheiro; peça mais oportunidades.

Por Max Gehringer - Radio CBN