quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Redes sociais: quantidade ou qualidade?

Por Gustavo Rocha - www.administradores.com.br

Segundo Shelly Palmer, ter mais de 200 amigos no Facebook é um problema. Ele desenvolveu esta teoria afirmando que mais de 200 pessoas não podem ter interesse naquilo que você publica. E mais, sugere que você exclua as pessoas de sua rede social.
Para balizar o debate, transcrevo parte do artigo publicado na Exame.com sobre o tema.

‘Se você tem 600 amigos, provavelmente tem cerca de 400 em excesso. É impossível tanta gente interessar alguém’, disse Palmer em entrevista à Agência Efe. Segundo o consultor, este processo de enxugamento faz parte da evolução natural do Facebook, apesar de ser comum usuários se ‘assustarem’ na hora de reduzir sua lista de amigos.

‘Mas isso não é o importante, o principal é para o que se usa esta rede social. Com o tempo a gente se dá conta que o Facebook só tem valor se for para manter contato com um grupo reduzido de pessoas’, explicou o analista, que já foi indicado a um Emmy por seu programa de televisão ‘Hi-Tech’, exibido pela cadeia ‘Fox’.

‘Há uma razão para ter perdido contato com teus amigos do colégio e o fato de encontrá-los no Facebook não significa que tenha muitas coisas em comum com eles’, explicou.

Sua receita para apagar contatos tem duas fases, uma mais educada e outra mais drástica.
A primeira medida é publicar na rede social uma mensagem para todos seus seguidores avisando que irá realizar um enxugamento de amigos e que só ficarão os que clicarem em ‘curtir’ ou fizerem um comentário.Realizado este filtro inicial, Palmer sugere que o usuário analise as amizades restantes para ver se elas trazem algo de positivo. Se não, o consultor afirma que também devem ser apagadas.

O autor admite que embora a iniciativa não seja ‘prazerosa’, ela tem ‘benefícios reais’ porque faz da rede social um espaço dinâmico de troca de conteúdos com pessoas que ‘realmente importam’.

O número de amigos adequado depende de cada pessoa, embora Palmer situe um limite razoável em 200 contatos.

‘O parâmetro que eu uso é se compartilharia as fotos dos meus netos aprendendo a usar a privada com todas essas pessoas do Facebook, se considerar que alguém não deveria ver, então não deve manter essa pessoa como amigo’, argumentou.

O Facebook oferece ferramentas para impedir usuários listados como amigos de verem determinadas publicações, mas para Palmer isto é uma incongruência.

‘Se não quer que alguém veja suas coisas por que ela é seu amigo? Se te perguntarem por qual razão você desfez a amizade pode dizer que seu Facebook estava impossível de ser manejado e espera que possa te perdoar’, aconselhou Palmer.

Outra alternativa para realizar a limpeza de amigos seria abrir uma segunda conta no Facebook com outro nome e para uso mais privado, opção pela qual, segundo disse Palmer, escolheram muitos usuários, enquanto outros preferiram eliminar seu perfil atual e começar do zero.

A medida de enxugamento da conta na rede social (‘Facebook cleanse’ em inglês) já foi adotada por várias pessoas, e uma busca na internet revela isso, pois é possível encontrar diversos métodos para esta ‘desintoxicação’ de amigos”.

Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/para-guru-da-tecnologia-ter-mais-de-200-amigos-no-facebook-e-um-problema
 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Eu, família e trabalho: como administrar essa relação?

Vivemos sem tempo. Reclamamos da correria do dia a dia. Parece que estamos numa constante maratona contra o relógio disputando espaços entre o ambiente de trabalho, a família, lazer e outras atividades. Embora o discurso vigente seja a valorização das pessoas e humanização do trabalho, a prática (infelizmente) tem demonstrado o contrário: muitos relatam que a cada dia está mais difícil conciliar todas suas atividades. A pressão parece aumentar constantemente. Pressão pela redução dos custos, maximização dos lucros, maiores resultados, aquisição de novos conhecimentos, mais tempo para si mesmo. Resumindo: pressão, pressão e mais pressão. E isso acaba afetando seu equilíbrio entre as atividades pessoais, profissionais e familiares.
O cerne da questão é que quem define as prioridades de vida e aceita certos tipos de cobranças somos nós mesmos. O equilíbrio começa quando identificamos o que é mais importante e, então, conseguimos conscientemente dizer “não” para boas atividades e passamos a administrar o tempo fundamentado naquilo que é essencial, harmonizando o todo e deixando de lado algumas “boas coisas” que gostaríamos de fazer.

Por exemplo, se você se dedica totalmente à empresa em detrimento da família; depois de algum tempo ela poderá lhe demitir, porque você não servir mais aos interesses comerciais. Aí você volta para casa e observa o estrago que a sua ausência causou: filhos desorientados que cresceram longe do pai (ou da mãe) e cheios de problemas e carências, às vezes uma família sem direção e perspectivas.

Fazendo uma breve retrospectiva, você se lembra quando saía cedo para trabalhar e o seu filho ainda estava dormindo e ao voltar ele já tinha adormecido novamente? Será que você se recorda quando ele deu o primeiro chute no futebol ou quando sua filha fez sua primeira apresentação de balé? Onde você estava? Trabalhando?

Aí você poderia dizer:
- Mas eu trabalho justamente para dar conforto aos meus filhos!

Acredito que essa seja a lógica comumente utilizada para justificar nossa ausência excessiva. No entanto, a família é muito mais importante do que a empresa. Se não der para conciliar os dois objetivos (ambos com qualidade), a família deve estar em primeiro lugar. O que estou dizendo é: trabalhe, porém sem comprometer a integridade familiar. Por isso “curta” seus filhos, ame a sua esposa, esteja mais presente... viva melhor! Em minha busca pelo equilíbrio, procurei na medida do possível dedicar tempo aos meus filhos individualmente e procurei dividir as responsabilidades familiares com minha esposa. Isso fez grande diferença em minha trajetória pessoal e profissional.
Eis, um lição importante que aprendi: a sua família precisa mais de você do que do seu dinheiro.

No livro "Desperte o Milionário que Há em Você", apresento uma sequência de sete regras de ouro para quem busca a prosperidade, mas elas não se limitam a questões financeiras. Estes segredos abordam a prosperidade sob um aspecto mais amplo: envolve o desenvolvimento pessoal, a qualificação acadêmica, o equilíbrio familiar, a relação entre o trabalho e a vida pessoal e até mesmo abordo a questão do indivíduo ter uma aproximação com sua fonte divina, ou seja, com Deus. Porque se a pessoa não tem fé, uma plataforma para se sustentar, o sucesso poderá ser temporário e passageiro. Sendo assim, o equilíbrio em todas essas áreas é fundamental para a pessoa alcançar o sucesso contínuo e perpetuá-lo uma vez já obtido.

É fácil alcançar este grau de equilíbrio? Certamente que não. Concordo que talvez este seja um dos maiores desafios que você enfrentará. Porém o desejo para alcançar este objetivo deve ser a mola propulsora que o levará a vitória. Planeje-se! Estabeleça prioridades. Aprender a dizer não. Afinal, sua família é sua maior fortuna e é de onde fluirá sua maior felicidade nesta existência.

Viva! Viva bem. Viva melhor. Viva com mais equilíbrio.

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Um incêncio e muitas mortes

Planos, uma vida pela frente.
Sair para se divertir em um sábado a noite, aproveitar a vida e não mais retornar.
Seria o destino de todas aquelas pessoas naquela noite, morrerem em um mesmo local?
Pessoas jovens, ainda se preparando para a vida, construindo um futuro.
E por que ocorrem estas fatalidades? A quem devemos culpar?

A ganância em focar apenas no lucro e superlotar uma casa de show?
A falta de responsabilidade do engenheiro ao aprovar o projeto?
A impunidade em seguir os padrões de segurança?
Afinal, quem está errando?
Somos uma nação e temos que ter força ao falar.

Poder defender nossos direitos, querer reverter os impostos que pagamos para o nosso bem.
Fazer com que cada um realize suas funções de maneira correta.
Não podemos deixar que estas fatalidades venham ocorrer novamente.
O sofrimento que todos os familiares e amigos estão passando neste momento, é algo irreversível.

A solidariedade deve existir e temos que estar em busca de melhorias, para que outras famílias não venham a passar pelas mesmas circunstâncias.
Uma notícia triste, uma tragédia, que repercutiu no mundo.

Cabe a nós, aprendermos com todos os erros ocorridos e não deixar que venham a se repetir.
Orar pela paz de todos que se foram e a tranquilidade para quem eles deixaram, para que, apesar deste triste fato, consigam continuar na estrada da vida.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Por que pagamos mais caro no Brasil?

A diferença de preços do Brasil com o resto do mundo é impressionante. Do restaurante aos eletrônicos, quase tudo é mais caro aqui.
Razões não faltam, começando pelos impostos. Uma das cargas tributárias mais elevadas do planeta, particularmente concentrada sobre consumo e produção, encarece tudo que é feito e comprado aqui.

Impostos não explicam todas as distorções. Também as margens de lucros são mais elevadas. A esquerda culpa a ganância dos empresários pelas gordas margens. A explicação está equivocada.
Sim, empresários querem cobrar mais por seus produtos e serviços.
Se você pudesse dobrar seu salário, não dobraria?

A pergunta é: por que conseguem cobrar mais aqui? Por que aceitamos pagar mais? Apesar dos avanços desde 1994, a distribuição de renda no Brasil ainda é das piores. Grande concentração gera uma valorização de status nas compras. Demarcam-se as diferenças através do consumo, mesmo que para isso tenha-se que pagar mais. Comprar determinado carro, celular ou iogurte “separa” seus consumidores das classes sociais “abaixo” deles.

A explicação mais importante, porém, não é esta. A baixa competição, a dificuldade de se fazer negócio e o risco mais elevado da atividade empresarial pesam mais.
Burocracia absurda, corrupção, carga tributária elevada, regime tributário complexo, infraestrutura ruim,mão de obra cara e despreparada dificultam a vida das empresas, aumentando o risco de seus investimentos. Com risco maior, empresários reduzem investimentos e, por consequência, a competição. Com menos competição, inclusive com importados – o Brasil é o país com menor taxa de importação de produtos e serviços no planeta – é possível subir preços e aumentar margens de lucro.

Nos últimos anos, as margens no país caíram. Em muitos setores, empresas não conseguiam repassar integralmente aumentos de custos de mão de obra e matéria primas aos preços porque uma competição crescente não permitiu.

A competição aumentou porque a crise no mundo desenvolvido estimulou as empresas a buscarem os grandes mercados emergentes. Somou-se a isso um forte crescimento do consumo no país impulsionado pelo aumento da renda e do crédito. Com mercado maior, cresceram os investimentos produtivos e a competição, reduzindo as margens de lucro. Até aí, ótimo.

Acontece que nos últimos trimestres, tal movimento se reverteu. Desvalorizar o Real encareceu importações, inclusive de máquinas e equipamentos, diminuindo a competição e reduzindo investimentos no país.

Além disso, ao atacar bancos e empresas de energia elétrica para reduzir rapidamente suas margens de lucro, o governo aumentou o risco dos negócios nesses e em outros setores, que temem medidas semelhantes. Com rentabilidade menor e riscos maiores, investimentos caíram, o que, através da redução da competição, vai aumentar margens de lucros e encarecer preços nos próximos anos. Em economia, às vezes os resultados são o inverso das intenções.

Antes de usar os bancos estatais para pressionar os demais a reduzirem juros – um objetivo louvável, buscado de forma ineficiente – a lucratividade média do setor bancário brasileiro era a segunda mais baixa das Américas, atrás apenas dos EUA, ao contrário do que supõe a maioria. Venezuela e Argentina, onde os governos mais “perseguem” bancos, eram os países com os bancos mais lucrativos.

Para reduzir margens e preços, o governo precisa eliminar a burocracia, simplificar a legislação, estimular a competição, evitar o protecionismo, reduzir impostos, inclusive sobre importados e incentivar investimentos. O benefício será dos consumidores.

Publicado originalmente na coluna do autor na revista IstoÉ
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sábado, 26 de janeiro de 2013

35% dos jovens veem na internet uma oportunidade para iniciar relacionamentos, mostra estudo

Um estudo realizado pea McAfee junto a 400 jovens brasileiros das classes ABC revela que a internet exerce um papel fundamental na construção e na manutenção dos relacionamentos. 35% dos jovens fora de um relacionamento acreditam que o fato de estarem na Internet atrai uma atenção positiva do sexo oposto; além disso, cerca de 1/3 dos solteiros procura relacionamentos no Facebook.
Em contrapartida, 38% dos entrevistados entendem que a internet atrai, mais do que gostariam, o acesso de pessoas do sexo oposto, proporcionando uma sensação de invasão de privacidade. Embora a maneira preferida dos adolescentes para procurar um parceiro ainda seja off-line (46%), 13% dos pesquisados que estão em um relacionamento amoroso se conheceram via Facebook e 29% dos solteiros procuram um parceiro no ambiente virtual.

O estudo mostra ainda que, apesar de serem unanimidade entre os jovens, as redes sociais podem ser uma ferramenta ambígua, permitindo tanto ajudar como prejudicar o relacionamento devido ao seu caráter expositivo na maior parte dos casos. De acordo com a pesquisa, 44% dos adolescentes comprometidos acreditam que as redes sociais prejudicam o relacionamento e 23% já tiveram mensagens ou declarações para os parceiros, que deveriam ter permanecido em âmbito privado, publicadas na Web. Fora isso, 35% dos jovens em relacionamento sério acreditam que as redes sociais influenciam as expectativas dos parceiros em termos de aparência ou comportamento. Desse universo, 16% acreditam que o uso das redes sociais gera mal-entendidos e 9% afirmam que causa ciúme.

Além disso, dentro do universo de adolescentes que participou da pesquisa, 74% acessam o Facebook várias vezes ao dia e também compartilham seus posts via Twitter, Tumbrl e Google+. Os 26% restantes utilizam o Twitter como plataforma preferida para interagir (ou tuitar) com sua rede de amigos. Considerando o total de posts e tuítes, 26% dos adolescentes já se arrependeram de ter postado um comentário sobre o fato de terem "ficado" com alguém e 47% dos participantes já tiveram algum problema via rede social.

Dos pesquisados que estão comprometidos, 48% consideram o telefone como a principal ferramenta para a comunicação com o parceiro, sendo que o SMS é visto como um aliado dos namorados: mais de 2/3 acreditam que a função melhora o relacionamento por facilitar a comunicação. Já a rede aparece como uma das principais formas de comunicação e interação durante o relacionamento para quem conheceu o parceiro na Internet. Entre os entrevistados, 17% se comunicam com o parceiro via website de rede social, 17% já usaram a rede para terminar um namoro e 39% usam mais a rede do que a vida off-line para descobrir informações a respeito do parceiro.

Segundo a pesquisa, 86% dos adolescentes da classe A possuem computador para uso exclusivo, contra 48% da classe C. Apesar de serem grandes compartilhadores, apenas 1/3 dos adolescentes afirma se sentir seguro nas redes sociais. É importante a todos ter a consciência de que a Internet pode trazer riscos, principalmente aos jovens, e que os pais devem participar de suas atividades quando estão on-line para orientá-los e protegê-los contra ameaças.

"A internet exerce o papel de ferramenta cotidiana, sendo constantemente acessada pelos adolescentes, o que provoca uma mudança de hábito que divide as atividades em on-line e off-line e gera a necessidade de conscientização da segurança virtual para esse público. A tarefa é difícil, pois muitos pais alegam falta de tempo para monitorar os filhos ou desconhecem sobre o tema segurança.

Por isso, o uso de uma suíte de proteção é essencial para proteger, monitorar, transmitir conhecimento e auxiliar os pais no diálogo e no acompanhamento dos jovens. As soluções de segurança são aliadas na busca de um comportamento seguro na Internet para todos", afirma José Matias Neto, Diretor de Suporte Técnico da McAfee para a América Latina.

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Mulheres da chamada classe “AAA” gastam em média R$ 3,5 mil por mês em roupas

Uma pesquisa divulgada pela La Clé – rede fechada do Instituto QualiBest criada exclusivamente para realizar pesquisas junto a mulheres da chamada classe “AAA” –divulgou os resultados de um estudo que avaliou 10 marcas de moda feminina, baseadas na pesquisa Top of Mind Luxo, feita em setembro. Ao todo, foram entrevistadas 270 mulheres cadastradas na La Clé, com idade média de 42 anos, residentes na cidade de São Paulo, que gastam R$ 3.500 mensais, em média, com itens de vestuário.
Entre as entrevistadas, 92% possuem cartões de crédito premium e 68% costumam frequentar os mais tradicionais clubes da capital paulista. Questionadas sobre o estilo de se vestirem, a maioria diz ter três opções, sendo que os mais citados foram “básico”, “casual” e “chique/sofisticado”.

O estudo revelou que a Le Lis Blanc foi a marca com maior índice de preferência, se destacando por ter o maior número de atributos positivos e relevantes para a categoria, incluindo quesitos como “excelente mix de produtos”, “ótima relação custo-beneficio” e “bom atendimento”.

Citada como marca com coleções de mais “personalidade”, a Cris Barros foi o destaque, também apontada por representar “sofisticação” e “status”, assim como a NK. Já a Bo.Bô se destacou por ser “descolada”, mas alcançou o maior índice de visitas sem compras – 38% já foram à loja, mas nunca adquiriram itens da marca. No quesito jovialidade, as marcas mais lembradas foram a BobStore e a Spezzato.

A Claudeteedeca teve como destaque o atendimento, além de ter sido a mais citada por promover “eventos que agradam” ao perfil das consumidoras cadastradas na La Clé. A Mixed, assim como a Claudeteedeca, também se destacou por ter “tecidos de ótima qualidade”. “Arrojada” e “diferente” foram os atributos mais conferidos à Animale.

Questionadas sobre melhor catálogo e revista, a maioria das entrevistadas apontou a Daslu, também considerada como uma “marca de bom gosto”. Quanto a sentir falta de algo no mercado da moda nacional a maioria citou a “necessidade de produtos mais baratos, com tecidos de maior qualidade e melhor acabamento”.

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

"Esse cara sou eu": saiba o que Roberto Carlos e o analfabetismo têm a ver com a sua estratégia de vendas

A cada vez que alguém ouve a canção “Esse cara sou eu”, de Roberto Carlos, uma mulher brasileira está sendo espancada, violentada ou assassinada. A canção dura exatos 4 minutos e 32 segundos e está em primeiro lugar nas paradas. Mais: de cada dez vítimas, sete tiveram como algozes seus namorados, maridos, companheiros ou amantes.
Amar é uma atividade de risco para as mulheres brasileiras.
Por isso, Roberto Carlos emociona de arrepiar quando canta que “Está do seu lado pro que der e vier” e que é “O herói esperado por toda mulher”.

E ao confirmar que “Por você ele encara o perigo” e que é “Seu melhor amigo” e que assina o compromisso ao afirmar “Esse cara sou eu”, o risco que milhares de mulheres vivem todos os dias, diante da explosiva brutalidade de seus maridos, amantes e namorados se transforma num suspiro de esperança.

O amor então retoma para essa mulher ameaçada uma possibilidade concreta de proteção, companheirismo e cumplicidade.
Pois bem, o que tem a ver “Esse cara sou eu” com sua estratégia de vendas? Ou você aprende a emocionar suas clientes (principalmente) e seus clientes por tabela, nas várias faixas etárias ou sua mensagem vai ricochetear na indiferença de consumidores vítimas de 75% do analfabetismo funcional.

No Brasil, 75% das pessoas entre 15 e 64 anos não conseguem ler, escrever e calcular plenamente. Esse número inclui os 68% considerados analfabetos funcionais e os 7% considerados analfabetos absolutos, sem qualquer habilidade de leitura ou escrita. Apenas 1 entre 4 brasileiros consegue ler, escrever e utilizar essas habilidades para continuar aprendendo.

É o que nos relata a Ação Educativa e o Instituto Paulo Montenegro através do INAF – Indicador de Analfabetismo Funcional.
Mas cada um deles, homens ou mulheres, se emocionam com a canção de Roberto Carlos.

Porque é uma mensagem que supera as ameaças que rondam os casais brasileiros com a esperança ancestral dos que vêm no amor e na paixão, a segurança e a cumplicidade.

Se sua empresa estiver preparada para emocionar sua clientela, principalmente os consumidores da nova classe média, que chegam com os bolsos carregados com mais de R$ 1,1 trilhão para gastar por ano, sua mensagem chegará primeiro aos corações e depois aos bolsos.

Se ainda não estiver preparada, é hora de buscar ajuda. Porque a emoção é a linguagem universal que ultrapassa quaisquer barreiras, sejam elas culturais, regionais ou de analfabetismo funcional.

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