* Brasília >>> Museu Nacional até o STF – 10h.
* Curitiba PR >>> Santos Andrade em frente a escadaria da UFPR – 14h
* Florianópolis SC >>> Trapiche Beira-Mar – 14h. * Fortaleza CE >>> Sairemos da Praça da Imprensa (Av. desembargador Moreira esq. com Antônio Sales) rumo ao Parque do Cocó – 14h
* Goiânia GO>>> Praça Cívica – 10h * João Pessoa PB >>> Busto de Tamandaré – 14h
* Recife PE >>> Praia de Boa Viagem – Av. Boa Viagem – Praça – 14h.
* Rio de Janeiro RJ >>> Praia de Copacabana – 14h
* Salvador BA >>> Concentraçao no Cristo da Barra e as 14h segue para o Palácio do Governador
* Santarém PA >>> Concentração em Frente a Prefeitura seguindo até o Forum – (17h).
* São José dos Campos SP >>> Vicentino Aranha – (16h)
* São Luis MA >>> Praça do Pescador na avenida Litorânea – 14h
* São Paulo SP >>> Av. Paulista / MASP – 14h
* Uberlândia MG >>> Praça Tubal Vilela – 14h
* Vila Velha ES >>> Praia da Costa – (12h)
* Araraquara -SP>>>PRAÇA MAJOR ABEL FORTES – 10h
Manifestações acontecerão em 15 estados no feriado de 12 de outubro
SÃO PAULO e RIO. Jovens de pelo menos 15 estados brasileiros se articulam pela internet para sair às ruas na próxima quarta-feira contra a corrupção. Nascido e criado nas redes sociais, o movimento ganhou corpo no último 7 de Setembro, quando, só em Brasília, o protesto reuniu 35 mil pessoas, fazendo frente à festa de Independência do Palácio do Planalto.Sob uma bandeira comum - o combate à corrupção -, é num caldeirão de ideias diversas e muitas vezes divergentes, de movimentos difusos e sem lideranças, que os jovens têm feito crescer a sua voz. Eles mantêm distância dos movimentos sociais tradicionais, como o estudantil, os sindicatos e o MST. À exceção dos que querem um partido próprio, a maioria diz ter aversão a siglas e a definições de "direita" e "esquerda".
- São conceitos que não existem mais- diz Felipe Mello, um dos organizadores do protesto em São Paulo.
No Rio, protesto acontecerá na Praia de Copacabana
A maioria desses jovens se conhece apenas pela internet, mas começou a participar ativamente de fóruns e até de videoconferências para organizar os protestos nas ruas. Nas Ruas, aliás, é o nome de um dos movimentos, como também há o Dia do Basta, o Movimento Contra a Corrupção (MCC) e o grupo de hackers Anonymous.
- Vamos levantar o protesto contra a corrupção nos três poderes. Queremos a constitucionalidade da Ficha
Limpa e o fim do voto secreto- afirma Walter Magalhães, do MCC em Brasília.
Na última quinta-feira, Walter, empresário de 29 anos, fez sua primeira videoconferência para "alinhar o protesto nacionalmente". Da reunião de duas horas, participaram jovens de dez estados. Walter diz não ter filiação política e nunca ter feito outros protestos:
- O que me despertou foi a corrupção descarada.
No Rio, o ato vai reunir na Praia de Copacabana pelo menos sete grupos diferentes de combate à corrupção. Sob o slogan "Contra a corrupção, compartilhe honestidade", o protesto no Rio espera reunir novamente artistas do Grupo de Ação Parlamentar (GAP) no Posto 4, a partir das 13h. Na última manifestação, em 20 de setembro, compareceram e discursaram no carro de som os cantores Fernanda Abreu, Roberto Frejat e Tico Santa Cruz. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio, Wadih Damous, confirmou presença.A exemplo do que aconteceu em evento na Cinelândia, quando um protesto reuniu 2,5 mil pessoas, uma lista circulará entre os manifestantes para recolher assinaturas com o objetivo de pressionar o Congresso a aprovar o projeto que torna a corrupção crime hediondo.
- Na verdade, nos juntamos para este evento porque o foco é o mesmo: lutar pela Lei da Ficha Limpa, pelo voto aberto no Congresso, o fim do foro privilegiado para parlamentares etc- diz Cristine Maza, uma das organizadoras.
Em São Paulo, alguns grupos saíram das conversas digitais e organizaram encontros com os organizadores do protesto marcado para o vão livre do Masp. Cada grupo tem sua própria bandeira, desde defender o Ficha Limpa até a "demissão de toda a classe política", como escreve o pessoal do Dia do Basta, que também quer o crime hediondo para a corrupção e 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação.
- É um movimento sem lideranças. Não tem heróis, só os cidadãos - explica o ator e empresário Felipe Mello.

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